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RÁDIO LIXÃO

Publicado em: BLOG, FOLIO | 1 Comentário | Publicado em por coaxo do sapo

“Quando vieram ao estúdio gravar, de cara percebi que era algo muito especial. Pertencentes a uma linhagem peculiar na música do Brasil, mesclando ingredientes muito nobres onde eu, muito pessoalmente, identifico notas frutadas de Edu Lobo, Chico, João Bosco/Aldir Blanc, Caetano, Itamar, Arrigo, Tatit/Rumo, Premê, e tons adamascados de Pixinguinha, João da Baiana, Moreira da Silva, Adoniran, Paulo Vanzolini e muitos, muitos outros misteriosos clássicos ancestrais, salteados com essências moderníssimas do jazz, rock, pop, progressivo, fusion, conseguiram impactar a todos, sumariamente. Trabalhando com o rigor de excelentes partituras (noblesse oblige), coaching vocal impecável, com letras desconcertantemente geniais, já no primeiro lançamento se transformam em sucesso absoluto e unanimidade entre os pensantes e apreciadores da famosa ‘linha evolutiva’. Um ‘must’, imperdível.” (Guilherme Arantes)

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“Quem primeiro me falou da Filarmônica de Pasárgada foi a voz entusiasmada (e um bocadinho lacrimejante) de Guilherme Arantes, há dois anos. “Tem uns meninos paulistas inacreditáveis gravando aqui no meu estúdio, você precisa vir agora para a Bahia e ver o que está acontecendo aqui. Eu fico tão emocionado com o que estou vendo que só penso que o mundo precisa saber da existência deles.”

Àquela altura, os tais meninos paulistas já colocavam o ponto final no que seria O Hábito da Força, álbum de estreia da banda, editado naquele mesmo ano de 2012. Como vivo em São Paulo não consegui atender ao chamado de Guilherme. Perdi as gravações no estúdio baiano e só conheci a banda ao vivo depois do disco lançado. Eu fazia uma reportagem para a revista Serafina sobre uma possível nova vanguarda na música pop paulista e brasileira. Para essa reportagem, fui conversar com Luiz Tatit, uma das cabeças da Vanguarda Paulistana dos anos 1980, com o Grupo Rumo, e também um grande pensador da nossa música popular. Tatit, que cantava uma faixa em O Hábito da Força, me disse que via relações claras entre o que ele e o Rumo fizeram e o atual trabalho da Filarmônica. E observou que a banda recém-nascida “..se preocupa com a parte figurativa da canção. Não estão ligados à abstração musical, como quem gosta de jazz, de improviso, de habilidade técnica. A instrumentação fica a serviço do que está sendo dito”.

As palavras de Tatit fazem ainda mais sentido agora, quando a Filarmônica de Pasárgada coloca na praça o segundo álbum, Rádio Lixão. Em 15 faixas, a banda se apropria dos mais diversos procedimentos de criação comuns no universo da música pop para, em potente processo de reciclagem, gerar novas peças de arte. Também usam os mais variados gêneros: a canção romântica, a música eletrônica, o axé, o funk carioca, o duplo sentido. De novo, e com melhor resultado do que tinham chegado em O Hábito da Força, a instrumentação fica a serviço do que está sendo dito.

Esse espírito de colagem está presente já no material gráfico do CD, assinado pelo artista plástico Guto Lacaz. Ele tritura e recicla em um mosaico, capas de álbuns clássicos da música brasileira (de João Gilberto, Chico Buarque, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Tom Zé, Guilherme Arantes, Djavan, Roberto Carlos, Gal Costa, etc.). Dedicada a Lacaz, Uma Canção (Marcelo Segreto), faixa que abre o álbum, usa exatamente o mesmo procedimento. Em seus quatro minutos de duração, é possível ouvir ecos de Prenda Minha (domínio público), Chega de Saudade (Tom Jobim e Vinicius de Moraes), Pierrot Apaixonado (Noel Rosa e Heitor dos Prazeres), Cheia de Charme (Guilherme Arantes), Já Sei Namorar (Tribalistas), Capitu (Luiz Tatit), Meu Bem Querer (Djavan), Só (Solidão) (Tom Zé) e Baby (Caetano Veloso), entre outras. Está dada, no primeiro instante, a carta de intenções de Rádio Lixão.

O mesmo espírito de colagem segue por todo o disco, que emparelha as faixas de duas em duas. Parceira de Uma Canção, Amor e Carnaval é axé music à Ivete Sangalo – que é citada na letra – e faz referência a Não Existe Amor em SP, de Criolo.

As faixas 3 e 4 espelham a raiz historicamente machista dos compositores da música popular. Com a estética sonora dos velhos discos de 78 rotações (e citando tanto a Vila Isabel de Noel Rosa quanto a Teresa da Praia de Tom Jobim), Ela é Dela (Marcelo Segreto) fala da mulher intocada e pudica dos antigos sambas. Na outra ponta, Fiu Fiu (Marcelo Segreto) é funk carioca com postura invertida: a mulher é ativa, altiva, dona da situação.

Dedicada a Caetano Veloso e Gal Costa, Mil Amigos (Paula Mirhan/ Marcelo Segreto) recicla Baby (Caetano), um dos maiores clássicos do movimento tropicalista. A seguinte, Muro Muro Morumbi (Julinho Addalady), também um funk carioca, é dedicada a Chico Buarque. Júlio Soares, designer carioca amigo de Segreto, é o autor que assina a faixa usando o nome artístico como homenagem a Julinho da Adelaide, pseudônimo que Chico usou nos anos 1970 para driblar a censura.

O passar do tempo pauta as duas faixas seguintes, escritas por Marcelo Segreto, vocalista e principal compositor da banda. Tic Tac cita mais Caetano (Alegria, Alegria) e tem participação do mago pop da nova geração paulista Tatá Aeroplano, da banda Cérebro Eletrônico, tocando extintor de incêndio, corneta, apito e uma série de brinquedinhos. Mais densa, Meio-Dia traz reflexões de Segreto, que fez 30 anos recentemente, sobre o envelhecer.

Cadente (Marcelo Segreto) e Naquele Sonho (Guilherme Meyer/ Marcelo Segreto), as faixas 9 e 10, confrontam relações amorosas de naturezas opostas. O fade out da primeira sinaliza, em som, que todo amor está fadado a acabar, inevitavelmente. Em Naquele Sonho, o amor é idealizado. Dura para sempre, portanto.

Tom Zé em pessoa divide os vocais com Segreto em Blá Blá Blá (Marcelo Segreto), que tem participação de Kassin no lap steel guitar. Par dessa, Etc Etc Etc (Fernando Henna/ Marcelo Segreto) segue a mesma linha de amor/humor que foi tão bem explorada na música popular brasileira por, entre outros, Rita Lee. Não há exatamente uma referência a ela, mas sente-se sua presença o tempo inteiro – na ironia elegante e na experimentação com o vocabulário.

O mesmo Tom Zé é a inspiração das duas faixas seguintes, ambas escritas por Segreto. Tilt cita o álbum Com Defeito de Fabricação (1998), do tropicalista, ao mesmo tempo em que encadeia palavra aos moldes pós-concretistas, humanizando os objetos (“meu carro morreu”, “meu telefone não fala”) e desumanizando os humanos (“meu filho pifou”, “minha tia deu tilt”). Já Estudando Tom Zé faz referência à trilogia Estudando o Samba (1975), Estudando o Pagode (2005) e Estudando a Bossa (2008) – sobretudo desse último. Para estudar Tom Zé, Segreto usou o mesmo procedimento que o próprio Tom Zé usara em seu estudo de João Gilberto, fazendo uma espécie de biografia poética cantada.

Rádio Lixão, a faixa homônima, fecha o disco liquidificando todas as 14 anteriores. É o reciclo do reciclo, amarrando muito bem o conceito perseguido no álbum. Música é reiteração.

A produção musical do trabalho ficou, outra vez, nas mãos do paulista (radicado na Bahia) Alê Siqueira, que já trabalhou com os Tribalistas, Jussara Silveira, Elza Soares, Ana Carolina e outros. E, segundo os próprios meninos da Filarmônica, o disco não poderia ter sido feito em outro lugar que não fosse o Coaxo do Sapo, estúdio baiano de Guilherme Arantes. Só ali é possível ter acesso, ao mesmo tempo, a um instrumento barroco como o cravo e uma bateria eletrônica dos anos 1980 como a linn drum, entre tantos outros tipos de teclados, pedais e instrumentos e equipamentos raros. De brinde, o próprio Guilherme dá canjas no disco todo, como instrumentista.

Ah, preciso contar mais uma coisa. Logo depois da reportagem da “Serafina”, chamei os meninos da Filarmônica para um trabalho que eu queria fazer com Tom Zé. A princípio, achávamos que seria uma ou duas faixas na internet, mas a química da turma rolou tão bem que acabamos fazendo o Tribunal do Feicebuqui, um compacto de cinco faixas (junto com O Terno, Trupe Chá de Boldo, Tatá Aeroplano e Emicida). E, como sobrou muito material incrível, logo mais virá um álbum inteiro com eles, Tom Zé e a rapaziada.

No mais, sou testemunha ocular: sempre que o mestre precisa de alguma coisa e não sabe muito bem para onde correr, pega o telefone e liga para Marcelo Segreto. “Marcelíssimo! Tem um negócio complicado aqui que eu acho que só você pode me ajudar.”

MARCUS PRETO
Agosto de 2014

 

Ficha Técnica:

1. Uma canção (DIRETO) Fernando Henna (piano acústico); Gabriel Altério (bateria e claves); Ivan Ferreira (fagote); Marcelo Segreto (violão e unha na corda do piano); Maria Beraldo Bastos (clarone); Migue Antar (contrabaixo elétrico); Paula Mirhan (voz); Sérgio Abdalla (eletrônica).
Arranjo: Marcelo Segreto.
Músicas incidentais: Nesta Rua (domínio público); Prenda Minha (domínio público); Que maravilha (Toquinho/Jorge Ben Jor); Peixe Vivo (domínio público); Chega de saudade (Tom Jobim/Vinicius de Moraes); Gago apaixonado (Noel Rosa); Ciranda cirandinha (domínio público); Jardineira (domínio público); Baby (Caetano Veloso); Eu sei que vou te amar (Tom Jobim/Vinicius de Moraes); Pierrot apaixonado (Noel Rosa/Heitor dos Prazeres); Máscara Negra (Zé Keti/Pereira Matos); Pela luz dos olhos teus (Vinicius de Moraes); Cheia de charme (Guilherme Arantes); Capitu (Luiz Tatit); Meu bem querer (Djavan); Só (solidão) (Tom Zé); Quando o carnaval chegar (Chico Buarque); Já sei namorar (Arnaldo Antunes/Carlinhos Brown/Marisa Monte); Valsinha (Vinicius de Moraes/Chico Buarque).

2. Amor e carnaval (DIRETO) Alê Siqueira (programações de percussão); Dedé Siqueira (coro e palmas); Fernando Henna (teclado elka, coro e palmas); Gabriel Altério (bateria, coro e palmas); Gabriel Martini (programações de percussão, coro e palmas); Ivan Ferreira (fagote, coro e palmas); Marcelo Segreto (guitarra elétrica com mu-tron III+, coro e palmas); Maria Beraldo Bastos (clarinete, coro e palmas); Migue Antar (contrabaixo elétrico, coro e palmas); Paula Mirhan (voz, coro e palmas); Pedro Arantes (coro e palmas); Sérgio Abdalla (eletrônica).
Arranjo: Marcelo Segreto.

3. Ela é dela (DIRETO) Fernando Henna (acordeão e coro); Gabriel Altério (pandeiro e coro); Ivan Ferreira (fagote e coro); Marcelo Segreto (violão elétrico e coro); Maria Beraldo Bastos (clarinete); Migue Antar (prato e coro); Paula Mirhan (voz); Sérgio Abdalla (eletrônica).
Arranjo: Marcelo Segreto.
Música incidental (introdução instrumental): São coisas nossas (Noel Rosa) – 65020677 – 1932.

4. Fiu fiu (DIRETO) Alê Siqueira (assovio); Fernando Henna (cravo, assovio e coro); Gabriel Altério (bateria e coro); Guilherme Arantes (assovio); Ivan Ferreira (fagote e coro); Marcelo Segreto (violão elétrico, beat-box e coro); Maria Beraldo Bastos (clarinete); Migue Antar (contrabaixo elétrico e coro); Paula Mirhan (voz e assovio); Rubens de Oliveira (beat-box); Sérgio Abdalla (eletrônica e coro).
Arranjo: Marcelo Segreto.

5. Mil amigos (DIRETO) Fernando Henna (wurlitzer, piano rhodes com trêmulo e acordeão); Gabriel Altério (bateria e percussão); Ivan Ferreira (fagote); Marcelo Segreto (voz e violão elétrico); Maria Beraldo Bastos (clarinete); Migue Antar (contrabaixo elétrico); Paula Mirhan (voz); Sérgio Abdalla (eletrônica).
Arranjo: Marcelo Segreto.

6. Muro muro Morumbi (DIRETO) Alê Siqueira (voz e automação de mu-tron III+ no violão); Fernando Henna (minimoog); Gabriel Altério (bateria e agogôs); Gabriel Martini (agogôs); Guilherme Arantes (linn drum); Ivan Ferreira (fagote); Marcelo Segreto (voz e violão elétrico com mu-tron III+); Maria Beraldo Bastos (clarone); Migue Antar (contrabaixo elétrico); Sérgio Abdalla (eletrônica); Paula Mirhan (beat-box).
Arranjo: Marcelo Segreto.

7. Tic Tac (DIRETO) Alê Siqueira (coro); Fernando Henna (acordeão); Gabriel Altério (bateria e coro); Ivan Ferreira (fagote e coro); Marcelo Segreto (voz e violão elétrico); Maria Beraldo Bastos (clarinete, clarone e coro); Migue Antar (contrabaixo elétrico preparado e coro); Paula Mirhan (voz); Sérgio Abdalla (eletrônica, voz e coro); Tatá Aeroplano (extintor de incêndio, corneta, apito, sinos e brinquedos com pedal de delay).
Arranjo: Marcelo Segreto.
Música incidental: coro da canção Eo, eo, eo do grupo Dream Water.

8. Meio Dia (DIRETO) Alê Siqueira (automação de pedal fuzz no violão); Fernando Henna (piano acústico); Gabriel Altério (bateria); Ivan Ferreira (fagote preparado com papel alumínio sob a sapatilha); Marcelo Segreto (voz e violão elétrico); Maria Beraldo Bastos (clarinete); Migue Antar (contrabaixo elétrico); Sérgio Abdalla (eletrônica).
Arranjo: Marcelo Segreto.

9. Cadente (DIRETO) Fernando Henna (acordeão e minimoog); Gabriel Altério (bateria); Ivan Ferreira (fagote); Marcelo Segreto (violão elétrico e violão de aço); Maria Beraldo Bastos (clarinete com wah-wah); Migue Antar (contrabaixo elétrico); Paula Mirhan (voz); Sérgio Abdalla (eletrônica).
Arranjo: Marcelo Segreto.

10. Naquele Sonho (DIRETO) Fernando Henna (acordeão); Gabriel Altério (bateria); Ivan Ferreira (fagote); Marcelo Segreto (violão elétrico); Maria Beraldo Bastos (clarinete); Migue Antar (contrabaixo elétrico); Paula Mirhan (voz); Sérgio Abdalla (eletrônica).
Arranjo: Sérgio Abdalla com colaborações de Marcelo Segreto.

11. Blá blá blá (DIRETO) Daniel Maia (voz); Dedé Siqueira (voz); Fernando Henna (piano de armário desafinado e voz); Gabriel Altério (bateria e voz); Ivan Ferreira (fagote e voz); Kassin (lap steel guitar); Marcelo Segreto (voz e violão elétrico); Maria Beraldo Bastos (clarone e voz); Migue Antar (contrabaixo elétrico e voz); Paula Mirhan (voz); Peu Siqueira (voz); Sérgio Abdalla (eletrônica e voz); Tito Siqueira (voz); Tom Zé (voz).
Arranjo: Marcelo Segreto com colaborações de Sérgio Abdalla.

12. Etc, Etc, Etc (DIRETO) Alê Siqueira (coro); Fernando Henna (hammond B3, teclado elka, voz e coro); Gabriel Altério (bateria, bongô, reco-reco e coro); Ivan Ferreira (fagote e coro); Marcelo Segreto (guitarra elétrica e coro); Maria Beraldo Bastos (clarinete e coro); Migue Antar (contrabaixo elétrico e coro); Paula Mirhan (voz e coro); Sérgio Abdalla (voz e coro); Wagner Barbosa (reco-reco).
Arranjo: Fernando Henna e Alê Siqueira com colaborações de Marcelo Segreto e Sérgio Abdalla.

13. Tilt (DIRETO) Alê Siqueira (coro e fala); Fernando Henna (acordeão, coro e fala); Gabriel Altério (bateria, coro e fala); Gabriel Martini (fala); Guilherme Arantes (fala); Ivan Ferreira (fagote, coro e fala); Marcelo Segreto (violão elétrico, coro e fala); Maria Beraldo Bastos (clarinete, coro e fala); Migue Antar (contrabaixo elétrico, coro e fala); Paula Mirhan (voz, coro e tosse); Pedro Arantes (fala); Sérgio Abdalla (eletrônica, coro e fala).
Arranjo: Marcelo Segreto.
Música incidental: coro inicial inspirado no coro da canção Antes eu tivesse escolhido conviver só com a minha guitarra do grupo Cérebro Eletrônico (autoria do coro: Tatá Aeroplano, Isidoro Cobra, Dudu Tsuda e Fernando Maranho).

14. Estudando Tom Zé (DIRETO) Fernando Henna (acordeão); Gabriel Altério (bateria e triângulo); Ivan Ferreira (fagote e quatro palhetas tocadas simultaneamente); Marcelo Segreto (violão elétrico com pedal de distorção e voz); Maria Beraldo Bastos (clarone e assovios); Migue Antar (contrabaixo elétrico preparado); Paula Mirhan (voz); Sérgio Abdalla (eletrônica).
Arranjo: Marcelo Segreto.
Música incidental: O abacaxi de Irará (Ribeiro/Tom Zé/Perna).

15. Rádio Lixão (DIRETO) Alê Siqueira (montagem dos samples na parte final da canção); Fernando Henna (piano acústico); Gabriel Altério (bateria); Ivan Ferreira (fagote); Marcelo Segreto (violão elétrico com echoplex e tremulo); Maria Beraldo Bastos (clarinete); Migue Antar (contrabaixo elétrico); Paula Mirhan (voz).
Arranjo: Marcelo Segreto.

 

Conheça a Filarmônica de Pasárgada, acesse: http://filarmonicadepasargada.com.br/

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